A esquerda está estupefata com o vídeo que legitima seu ativismo

Imagem: Reprodução

A esquerda está em dores de parto após Bolsonaro publicar um vídeo em sua conta do Twitter. Entre louvores (#BolsonaroTemRazão) e ódios (#EiBolsonaroiVaiTomarNoCu) poucas pessoas se atentaram ao que realmente trataremos nesse assunto aviltado pelo Presidente. Que o vídeo é de extremo mau gosto; que se fosse eu na pele do Presidente, jamais o postaria em minha conta; que o ato no vídeo seja obsceno e extremamente vexatório; ninguém discutirá tais fatos auto-evidentes; não sou cego e nem tolo para negar tudo isso. Mas vamos guardar as proporções dos fatos e analisar aquilo que transcende as histerias.

Primeiramente, o fato de o Presidente ter compartilhado a cena de um homossexual de nádegas livres numa via pública, e posteriormente esse mesmo homossexual ter se abaixado para que seu companheiro urinasse em sua cabeça, tudo isso de dia; se após tudo isso, o que ficou de revolta aos midiáticos, à galera do lacre e à esquerda moralizada, tenha sido o fato de o vídeo estar no perfil do Presidente e não a situação promiscua em si mesma… creio então que muitos precisam de uma pílula de senso de proporção e moralidade cívica.

Estamos aqui falando de um ato libidinoso (criminoso), a céu aberto, durante o dia, sob os olhares — muito possivelmente — de crianças e velhos; mas a revolta dos novos puristas à esquerda é contra o fato do compartilhamento do vídeo? Entendem a discrepância de juízo e o fedor de hipocrisia? Ou terei que desenhar?

Não estou aqui retirando das costas do Presidente qualquer ato indecoroso à sua posição, e se for crime de responsabilidade, sob os termos da lei vigente, que o ato do chefe do executivo seja averiguado sem demora. Mas filosoficamente dizendo, o que temos aqui não é nada mais do que a velha hipocrisia gritante da esquerda — nada de novo sob o sol, não é mesmo?

O conceito de dois pesos e duas medidas foi atualizado.

O problema nevrálgico desta situação, é que aprendemos a dar atenção às crostas e enfeites, a maquiagem tem mais importância que o conteúdo, e quando deslumbramos o fato cru, a realidade suja e porca tal como ela é, nos assustamos com o seu recheio e abdicamos de rechaçá-la em seu cerne. A verdade indecorosa que noutros momentos encontrava-se enfeitada como adjetivos politicamente corretos e advérbios de glitter, agora encontra ressonância sem enfeites e jogos de câmera. O ato libidinoso, cru, sem tarjas e cristalizações focadas, está ai para todos verem — eis o milagre da livre expressão e das redes sociais. Não estou afirmando ser certo ou errado postar tal vídeo, o fato não comporta prévios julgamentos de valores — fica a dica ao jornalismo nacional.

A despeito de todas as ponderações, o fato está no vídeo, é o que as mídias geralmente não mostram em seus telejornais, aquilo que jornalistas sublimam ao louvarem o carnaval tal como os vermes louvam o cadáver. O fato mostrado pela filmagem é aquele mesmo e ponto; não é nada raro em carnavais e Paradas Gays aqui no Brasil, a face de espanto da turminha abismada não passa de dissimulação vadia. E, mais vergonhoso que o ato do compartilhamento do presidente — e realmente o é —, é o fato de que a denúncia do ato devasso tenha vindo à tona pelo chefe do executivo e não por nenhum jornalista ou mídia de informação.

Mas é isso ai, meus amigos; do nada a esquerda se tornou purista, repugnando o vídeo que o Bolsonaro compartilhou como se ali tivesse um abuso monstruoso às suas honras e crenças; sendo que são exatamente suas crenças que legitimam tal libertinagem que levianamente denominam de “liberdade”. A mesma esquerda que mostra as tetas nas ruas, caga em fotos, que apoia “artes” profanas e pedófilas; é a mesma que está agora horrorizada com o vídeo compartilhado por Bolsonaro. Me poupem dessa hipocrisia!

As posições expressas em artigos por nossos colunistas, revelam, a priori, as suas próprias crenças e opiniões; e não necessariamente as opiniões e crenças do Burke Instituto Conservador. Para conhecer as nossas opiniões se atente aos editoriais e vídeos institucionais

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