“J’ACCUSE…!”: Sobre as chamas de Notre-Dame

J’Accuse…! foi um documento dirigido ao presidente da República francesa, redigido e publicado por Émile Zola no jornal republicano L’Aurore em 13 de janeiro de 1898. Referia-se ao vergonhoso caso Dreyfus e provavelmente tenha sido determinante em sua reviravolta. Mas no momento a coisa é outra, e me aproprio de seu título para fazer algo aproximadamente semelhante, sem o talento de Zola e com a mesma revolta, igualmente relacionado à França, mais precisamente sobre o incêndio da Notre-Dame de Paris. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça depois do ódio – não tenho sentimento mais brando.

Não quero saber se foram realmente islâmicos os causadores do incêndio, embora tudo leve a crer que foram. DOZE ataques a igrejas católicas na semana precedente à catástrofe, com ataques simultâneos a símbolos sagrados judaicos, mais esse incêndio – provavelmente proposital e, portanto, criminoso – não podem ser pura coincidência. O que quero saber é que, não fosse o multiculturalismo tóxico, essa tragédia dificilmente teria ocorrido, ou pelo menos não teríamos esses suspeitos: assim, pode não interessar a ninguém, mas EU ACUSO.

  • EU ACUSO os políticos picaretas que permitiram e incentivaram o multiculturalismo, sabendo onde isso ia dar, sob as desculpas mais ignóbeis – são os mesmos traidores que agora fingirão pesar e contrição, fingirão buscar os responsáveis, e talvez encontrem mesmo os responsáveis diretos, até como forma de esconder sua própria responsabilidade indireta;
  • EU ACUSO principalmente aqueles membros do Parlamento europeu, que foram eleitos sabe-se lá por quem e despejam regras sobre povos tão diferentes quanto irlandeses e portugueses;
  • EU ACUSO a imprensa cafajeste, covarde e abjeta que não dá ao(s) caso(s) o devido tratamento, não chama as coisas pelos nomes que elas têm e ainda acoberta ações de invasores terroristas. São os mesmos que, caso localizem um ou mais culpados, alegarão que se trata de “lobos solitários” e não parte de uma estratégia de invasão massiva – a invasão vertical dos bárbaros, e afirmarão com todas as letras que o islã não teve nada a ver com isso;
  • EU ACUSO a todos os que cedem a grupos ideológicos de pressão;
  • EU ACUSO a todos os que desprezam seu próprio passado, sua cultura e suas tradições;
  • EU ACUSO a multidão de fofinhos politicamente corretos que acha que é possível se conviver com um inimigo brutal, primitivo, desumano e sobretudo declarado, sem sequer querer saber como eles encaram essas atitudes;
  • EU ACUSO os que, sabendo o que iria acontecer com a imigração desenfreada, sabendo que invariavelmente a cultura mais agressiva causa enormes estragos, quando não mata a cultura mais acomodada, e que, estando em posição de deter a invasão, se acomodaram e não fizeram nada;
  • EU ACUSO quem diz que a Notre-Dame não significa nada para ele. Significa, sim, mesmo que ele não saiba: ela é um dos símbolos da cultura que permitiu que gente como ele pudesse proclamar suas próprias opiniões, por mais burras e anti-civilizadas que sejam, em segurança;
  • EU ACUSO os que dizem que é “bem-feito” baseados em alguma antipatia, qualquer que seja ela, histórica, dogmática ou social, contra a Igreja Católica, achando que está livre desse horror. São os mesmos que acham que os ataques se dirigem exclusivamente à Igreja Católica e não ao cristianismo como um todo, simbolizado por esta última e são os mesmos que se calaram ante as perseguições nazistas contra judeus, por não serem judeus;
  • EU ACUSO os covardes que não vão fazer suas performances ridículas (e jecas) e as feminazis que gritam pelo direito de abortar com os peitos horríveis de fora em uma mesquita, mas que se consideram “libertadores” por destruir o cristianismo;
  • EU ACUSO os demônios que tentarão fazer os culpados passarem por inocentes e que inverterão as culpas;
  • EU ACUSO a todos esses anteriores, que criaram e seguem criando corvos em seus quintais e que, ante a perspectiva de lhes arrancarem os olhos, tentam mais do mesmo procedimento esperando resultados diferentes. São os mesmos idiotas politicamente corretos que aplaudirão uma eventual ideia de construir no local uma mesquita, como demonstração de boa vontade. Particularmente, prefiro que, caso o edifício da catedral não resista, no terreno seja construído um centro de processamento de carne de porco;
  • Mas, acima de tudo, EU ACUSO os invasores muçulmanos, os bárbaros destruidores de civilizações mais antigas e muito mais evoluídas, os portadores do caos e do horror. Os psicopatas que agem em nome de uma causa que admite a mentira como ferramenta relativista.

E, se pensar direito, vou achar ainda mais ingênuos, anormais ou maus-caráteres para acusar. Para todos esses, espero que o capeta crie mais um círculo no inferno porque esses são categorias particulares de covardes e degenerados, e que para esses as chamas sejam ainda mais quentes.

 

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Márcio Scansani

Márcio Scansani

Nasceu em Santo André/SP, em 1960. É formado em Propaganda & Marketing pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo/SP, foi publicitário comercial por formação e é editor de livros por opção. Passou por Editora Globo, jornal O Estado de S. Paulo, revista IstoÉ, RBS – Rede Brasil Sul, Diário Popular e Gazeta Mercantil, antes de se dedicar aos livros, paixão de toda a vida. Depois de mudar os rumos de sua carreira, já como revisor, preparador de textos e editor, participou de mais de 100 livros. Atualmente é editor da Armada.

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