O último episódio de GOT foi uma pancada de realidade nos justiceiros sociais

Restou clara a psicopatia genocida e doentia do Movimento Revolucionário que busca impor o paraíso em todo o Universo além de Westeros, revelando aquilo que Eric Voegelin denunciava como ”imanentização do eschaton” (buscar o paraíso na Terra).

“Romper correntes”, “até que os povos do mundo sejam livres e ela governe a todos”, destruindo a quem não se curve ao ethos Revolucionário e à Nova Ordem submissa a um comando centralizado, eram as palavras de ordem após a carnificina em King’s Landing. Mas as consequências são as mesmas de sempre quando se rompe com a natureza transcendente para, através do nominalismo instaurar ideologias. inclusive, a cena lúgubre dos exércitos da jacobina Daenerys com uma bandeira preta e vermelha poderia se confundir com qualquer regime totalitário de “Esquerda”: Socialismo de Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot, etc., Nazismo e Fascismo.

A turminha lacradora revolucionária que sonha com um mundo supostamente melhor, contrariando a Lei Natural e as Virtudes, após assistir a um banho de sangue de inocentes, incluindo crianças e mulheres (ficando revoltada, no episódio passado, pela consequência de suas ambições ideológicas explodir em suas caras como fogo, escombros e sangue), praticado por sua heroína “empoderada”, ídolo feminista, viu seu chão desabar ainda mais com a morte necessária da “mãe dos dragões”. Ou o sou boy Snow dava um basta na sua “xonite aguda”, com seu estado matriarcal, ou o universo inteiro (e sua própria Família) seria queimado e destruído por aquela que acreditava ter as respostas para o bem em si mesma, em sua loucura e em sua sede egoísta e paranóica de Poder.

Vale recordar o diálogo conservador de Tyrion quando preso ao receber a visita do soy boy Snow. O anão, um dos personagens mais inteligentes da série, faz o “xonado” despertar para a miséria e inevitabilidade catastrófica do Movimento Revolucionário. A Guerra nunca termina para um revolucionário no Poder. O anão recorda que foi vaidade tentar guiar a “empoderada” cuja natureza é fogo e sangue (conforme se viu ao longo de toda a série, menos para os SJW que imaginavam estar assistindo à construção do paraíso imanente).

Tyrion conta que seu pai era um homem mau, sua irmã era uma mulher má… No entanto, “junte os corpos de todas as pessoas que mataram, e nunca vai chegar à metade dos que nossa bela rainha matou em um único dia”. Qualquer semelhança com a Revolução Francesa não é mera coincidência. Ou com a Revolução Bolchevique. Ou com a Revolução Cubana. Ou com a Revolução Chinesa. Ou com… (podem citar todos os ídolos dos SJW). Mesmo um Rei mau não é tão ruim quanto o advento do terror revolucionário.

Por fim, Tyrion finaliza dissecando a Mentalidade Revolucionária, contrária à Ordem Divina e Natural na melhor frase de toda a série: “Ela acredita que o seu destino é criar um mundo melhor para todos. Se você acreditasse nisso… se acreditasse de verdade, você não mataria todos que separassem você do paraíso?” E, desta forma magistral, nosso anão deixa Eric Voegelin satisfeito e orgulhoso em seu túmulo, por passar sua palavra às próximas gerações através da ficção que retrata a realidade humana.

Além dos conflitos humanos, a série é riquíssima em lições Políticas. GOT em seu início demonstrou como o vácuo de poder gera o caos. Era preferível um monarca não tão bom, mas legítimo, do que a guerra caótica pelo trono de ferro, em busca de uma legitimidade que não era orgânica e natural. Pior ainda do que o vácuo de poder, GOT em sua última temporada escancarou a perversidade do Movimento Revolucionário e as consequências reais de sua implantação, as quais se repetem ao longo da História humana, sendo retratadas de forma verossímil na ficção.

Por fim, o desfecho para garantir a Paz em Westeros foi escolher como Rei aquele que conhecia todo o passado, não tinha ambição por Poder, era sábio, resiliente e Justo: um perfeito Conservador. A natureza das coisas se impõe perante os olhos indignados dos progressistas que esperavam romper com o seu vazio interno ”empoderando” uma genocida lunática.

GOT, além de coroar um Sábio (no esplendor de seu arquétipo) que conhecia todo o passado para administrar o futuro com Justiça no trono de Westeros, fez o Norte conquistar sua amada Liberdade ao ter sua rainha feminina (mas não feminista), mulher forte (mas não “empoderada”) e leal à Família (e não ao Paraíso terreno) para cuidar de sua Casa e de seu povo.

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Rodrigo Stedile Sixto

Rodrigo Stedile Sixto

Advogado Empresarial e Consultor Político, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, fundador e Presidente do Instituto Resistência Conservadora, membro-fundador da La Banda Loka Liberal e admirador do Professor Olavo de Carvalho.

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