Percepção do tempo – Do mito de Tântalo à revelação na Ilha de Pathmos

O que será o amanhã? Quem pode prever o que vai acontecer com exatidão tamanha a nunca se surpreender. O estrategista mais hábil é aquele que não se deixa enganar pelo próprio planejamento. Adversidades e provações são certezas que podemos ter para a vida. E são um grave empecílio para planos futuros. Todavia são elementos a serem considerados. Uma porção de imprevisibilidade deve compor o rol de fundamentos que todo planejador usa para exercer seu ofício. Mas existem situações em que por mais que tentemos as consequências são totalmente adversas ao esperado. Essa é a hora de talvez analisar as premissas.

Quando estava lendo Odisseia de Homero, um verdadeiro clássico da literatura clássica, me deparei com uma passagem um tanto interessante, no Canto XI “Consultando os mortos”, a saber:

Vi, também Tântalo, e o modo por que ele, com pena indizível, num lago estava metido, com água  a bater-lhe no queixo.

Sede sofria; mas era impossível jamais minorá-la, pois quantas vezes o velho tentava beber e  abaixava-se , era toda a água absorvida, escoando-se; negro surgia-lhe dos pés à volta do terreno, que sempre um demônio secava.

Árvores altas com frutos vergavam-lhe sobre a cabeça; eram pereiras, romeiras, macieiras de frutos opimos mais oliveiras viçosas e figos de gosto agradável.

Mas, quantas vezes o velho tentava com a mão alcança-las, o vento forte as tocava para o alto, até as nuvens sombrias.

Tântalo foi rei da Frígia, que ousou desafiar os deuses do Olimpo. Pelas palavra do estudioso francês Paul Diel, “Afoito por sua conquista e esquecido de sua condição mortal e seus limites, Tântalo chega a se exaltar com tal intensidade que lhe sobrevém a tentação de querer se tornar um igual entre as divindades, puros símbolos do espírito”. O castigo pela sua estripulia foi ser mandado ao Tártaro onde passaria sem nunca saciar sua fome e sua sede.

Em certo sentido, este suplício de Tântalo me chamou atenção para o que o personagem vê. Vendo a água ele a busca, assim como os frutos. Talvez ele esteja olhando errado. Talvez ele deveria notar que está no Tártaro e todo o seu esforço só lhe causará mais sofrimento. Enquanto vê as “oliveiras viçosas” ele se imagina, no futuro, comendo-as e saciando sua fome. Em uma primeira tentativa falhará inevitavelmente. Mas se ele aprendesse com as tentativas falhas, que constituem seu passado recente, poderia encontrar uma outra solução. Eis então a função do passado em relação ao futuro. Vamos mais a fundo.

Conhecemos três definições básicas acerca do tempo: passado, presente e futuro. Passado é composto de tudo o que já foi, tudo que já passou, pela continuidade ininterrupta do tempo. Há quem diga até que pelo fato do tempo nunca parar estamos sempre no passado. Presente é o eterno agora. Eterno pelo seu caráter escapadiço, como se constantemente se tornasse passado e o seu momento estivesse quase que de fora do tempo. Futuro é o imaginado amanhã, aquilo que não conhecemos e que aguardamos.

Também existem reguladores acerca desses três momentos. O regulador do passado nominarei como memória. O acervo de tudo o que já nos aconteceu, desde o nascimento até hoje – ninguém pode se lembrar do que ainda não ocorreu. O regulador do presente chamarei de norma, fundada em todas as experiências que obtivemos no passado, que podem ser acessadas pela memória. E o regulador do futuro podemos chamar de sonho ou objetivo. O objetivo é uma imagem do futuro que idealizamos a partir inicialmente de um desejo, que passa por um planejamento baseado na memória, de acordo com a norma do presente. Por outro lado o sonho é baseado unicamente em um desejo, por si somente. Geralmente são fantasiosos e impossíveis de se realizar. Quando um sonho passa a considerar a memória e a norma ele se transmuta, ipso facto, em objetivo. De forma análoga, quando se estabelece um objetivo, mas se ignora a memória, ou a história, o objetivo retorna à qualidade de sonho. Note como um objetivo é muito mais factível e o sonho é pura abstração, e já dá para perceber que essa confusão entre objetivo e sonho é muito comum.

Um dos tipos de avaliação da eficiência de determinados métodos, é a análise de seu resultado. Compare o resultado obtido com o objetivo imaginado e terá a prova se o método foi eficiente ou não. Quando o resultado é discordante do objetivo recomendo analisar as premissas. Um problema costumeiro é considerar o sonho como uma premissa. Isso pode parecer controverso – um resultado não pode ser uma premissa de si mesmo – ou até mesmo uma banalidade – o desejo de que o sonho se torne realidade é levado em conta como motivação sempre -, mas é isso que venho alertar e, acreditem, se o amanhã desejado não chega, talvez você esteja olhando somente para ele.

Uma supervalorização de um desses momentos temporais podem comprometer sobremaneira o processo para se alcançar um determinado fim e isso pode acontecer de três maneiras. A primeira, que já iniciei a explanação no último parágrafo, é a supervalorização do futuro, o reino do amanhã. É de conhecimento geral que ideologias que pregavam um destino inevitável da raça humana falharam de forma colossal. Isso se dá por uma preocupação exacerbada no que se quer chegar em detrimento do como se deve chegar. O comunismo é um exemplo clássico – quase um clichê – desse pensamento que vende uma promessa de um futuro grandioso porém vazio. Ainda mais pela completa desconsideração pelo passado, e nesse quesito entram outras ideologias que romperam de forma brutal com a tradição – a opinião dos mortos. A Revolução Cultural da China é um exemplo arquetípico dessa completa descrença na história das ideias, visando um futuro irreal. No cotidiano também se encontram exemplos muito correntes. A juventude sempre bateu recordes em se envolver nessas desventuras. Há quem diga que a juventude é o motor a revolução, isso ou por se embalar facilmente por emoções, ou por personificar o abandono do antigo pela sua inevitável falta de experiência.

Uma supervalorização do passado também pode ser também deficitária. Isso acontece, ao meu ver, de forma macro e de forma micro. A macroforma dessa situação envolve a História, e nisso os conservadores devem abrir os olhos. Saudosismo exacerbado pode ser a expressão que define este problema. A função da História deve ser a mesma de um livro de onde você retira lições aprendidas. Viver dentro desse livro não é o ideal, é loucura: até hoje os sebastianistas esperariam o retorno de seu Rei? Outro exemplo são a má interpretação de monumentos. Eles têm a sua função histórica, mas não é a sua matéria concreta mas a ideia que eles representam. A microforma dessa situação pode ser mais focada no indivíduo. Pessoas que não conseguem superar traumas da infância, decepções amorosas e afins tem uma grande probabilidade de serem amargas e depressivas. Uma frase, que confesso não lembrar o autor, mas definiu muito bem o limiar entre aprender com o passado e não ser escravizado por ele, foi a seguinte: “não pela preservação das cinzas, mas pela conservação da chama”.

Uma supervalorização do presente é o viver o hoje. Muitas pessoas se vangloriam de viver intensamente cada instante, sem se preocupar com nada, chegando a perder a noção de realidade. Isso se mostra nos viciados no atual, seja em bens, seja em notícias, seja em moda. São pessoas que não se lembram sequer o que almoçaram dois dias antes. Também são aquelas que não têm um rumo na vida, não têm nenhum objetivo no campo profissional, amoroso ou familiar. Quem age desta forma pode regredir ao patamar dos animais e passar a agir somente por instinto. Pessoas que perdem a memória são exemplos disto, e nisso eu passo a minha experiência pessoal: em 2018, durante um jogo de pólo, eu vim a sofrer uma queda, que aparentemente não tinha me machucado. Ao final do jogo eu não lembrava mais da queda. Minutos depois eu já não lembrava mais do jogo, e até hoje não me lembro e nem do que se seguiu. Eu havia sofrido uma concussão cerebral na área do da memória recente. Com isso, fiquei com a memória zerando até o dia seguinte. Minha esposa, que me acompanhou no hospital, me disse depois o que eu  havia falado no meu período de amnésia: eu repetia sempre as mesmas coisas e cada expressão minha tinha traços muito intensos e autênticos. De fato, sem a memória, a intensidade aflora e aparentemente estamos mais livres. No entanto, como não lembro até hoje de nada disso, parece que nada daquilo realmente aconteceu: essa é uma sensação que só quem perdeu a memória conhece. Se você acha que isso não pode atrapalhar sua existência, você não deve considerar o Mal de Alzheimer uma doença grave.

Mas qual é o modo correto? Qual é o ponto de equilíbrio dessa consideração temporal toda? Quando alguém pergunta o que é correto eu busco o conhecimento nas Sagradas Escrituras.

Desde pequeno eu atrelava à palavra Apocalipse o sentido de “fim do mundo”. Só anos mais tarde eu fiquei sabendo que o real significado da palavra é “revelação”. Escrito pelo apóstolo João quando este estava na Ilha de Pathmos, o último livro da Bíblia narra acontecimentos relacionados ao Segundo Advento de Cristo na Terra e, comumente, é interpretado como um relato dos últimos acontecimentos da História – o que corrobora a visão que eu tinha do nome do livro quando pequeno. Existem outras correntes de interpretação que veem os relatos como as provações sofridas pelo povo de Deus após o Primeiro Advento. E existe uma outra que achei bem interessante, cuja descrição encontrei no dicionário bíblico que tinha no fim da Bíblia Sagrada que tenho em casa, a saber:

Outros há, que têm o livro como uma obra ilustrativa do fato de que a mão de Deus opera em toda a história e não como a história previamente narrada, e também o têm como obra escrita para fortalecer os cristãos a suportar os sofrimentos, confiando sempre no Senhor.

Essa atuação de Deus em toda a história me deixou intrigado e soou em paralelo com o que eu ouvi em um podcast: que Deus vê passado, presente e futuro ao mesmo tempo, como se estivesse de fora da nossa percepção humana de tempo.

Para melhorar o entendimento do que estou propondo vamos fazer uma pausa e analisar uma palavra que terá importância nessa análise: a palavra eterno – e seus derivados. Primeiro é importante discernir eterno de infinito. Infinito, por definição, é algo que não tem fim. Eterno, é algo que não tem começo nem fim definidos. Um faixo de luz pode ser considerado infinito quando aponta para o céu, pois conhecemos seu início, que é a fonte da luz, mas o seu fim não é visto por nós. Dízimas periódicas tem uma sequência de dividendos infinito – por exemplo, 1241/990 = 1,253535353… O que é eterno não segue essa, digamos, forma linear, que necessariamente tem um início sem ter um ponto final. Eternidade não tem essa linearlidade e é bem difícil entende-la para nós seres humanos pois a nossa própria vida, bem como a nossa percepção do tempo, é linear – nós nascemos (ponto inicial), desenvolvemos (fluxo) e morremos (ponto final). Uma representação geomértrica que ajuda a compreender essa percepção difícil é a de um círculo.

Não se pode estabelecer onde começa nem onde termina o contorno de um círculo perfeito, nem mesmo estabelecer uma referência que os indique. Isso é claro nessa projeção abstrata que convencionamos chamar de círculo. No mundo concreto é muito difícil encontrar um objeto que atenda a essas especificações. Um exemplo mais terreno para essa percepção de eternidade, para mim, são as serras e cordilheiras. Tente imaginar. Quando você se desloca de São Paulo para Rio de Janeiro pela BR-116, Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia – RJ, é possível observar à esquerda o Maciço das Agulhas Negras ao fundo. Essa elevação é tão grande que observando-a em movimento parece que ela está te acompanhando. Da mesma maneira, no mesmo trajeto e rodovia, na altura de Nova Iguaçu – RJ, olhando à direita, ao fundo, está a Serra de Madureira e a mesma ilusão de ótica é observada. Obviamente, as serras e qualquer outra elevação não se mexem nos acompanhando. Na verdade o seu tamanho é tão descomunal a nós que sua aparência não muda conforme o nosso campo de visão. Elas aparentam estar sempre do mesmo jeito independente de nós de forma perene, plena. Essa é a percepção do eterno.

Saiamos dessa aventura metalinguística e retornemos às Sagradas Escrituras. Deus é eterno “Porque assim diz o Alto e Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é santo…” (Isaías 57:15). No livro de Apocalipse existem passagens que misturando acontecimento pregressos e futuros no mesmo relato. Vamos analisar um capítulo, um versículo e uma constante que destaquei.

O capítulo 12, intitulado a Mulher e o Dragão, conta, numa linguagem extremamente simbólica, a vinda de Deus à Terra e sua semente, a Igreja.

1E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
2E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
3E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
4E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
5E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
6E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
7E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;
8Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
9E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
10E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.
11E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.
12Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.
13E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.
14E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
15E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.
16E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.
17E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.


Apocalipse Cap. 12

Intercalam-se nesse capítulo, três acontecimentos principais: O nascimento e arrebatamento de Jesus Cristo, onde a Mulher representa Maria (versículos 2,5 e 6); A batalha nos céus, onde o Dragão representa o Diabo, que levou consigo a terça parte dos anjos, contra Miguel e os outros anjos de Deus, e a queda de Lúcifer após sua derrota (versículos 3,4,7,8 e 9); e a provação da Igreja, a semente da Mulher, na Terra perseguida pelo Diabo e seus demônios (versículos 13, 14 e 17). Esses três acontecimentos ocorrem de forma simultânea no Livro de Apocalipse. Mas são evidenciados em outros livros da Bíblia em sequência, em anos e momentos distintos (Ez 29:13-17, Is 14:11-15). Uma visão que, à primeira vista, parece ser bagunçada, mas mostra uma unidade na história bíblica e um encadeamento de acontecimentos em tempos distintos.

O versículo 8 do capítulo 13 é mais preciso no que estamos abordando.

8E adornaram-na todos os que habitem obre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

O Cordeiro com letra maiúscula se refere à Jesus Cristo. O Cordeiro Santo que foi sacrificado pela expiação dos pecados de toda a humanidade. O versículo é claro quando diz “que foi morto desde a fundação do mundo” e isso mostra, não que Jesus morreu antes de que o mundo existisse, mas que Deus já sabia, ou já via, que isso iria acontecer, desde a fundação do mundo.

Uma constante observada no livro confirma o caráter eterno de Deus. Desde o capítulo 1, versículo 8, Deus é constantemente anunciado e glorificado como “aquele que era, aquele que é, aquele que há de vir”, como se estivesse nas três percepções do tempo em um só ato. Passado, presente e futuro, todos em plena simultaneidade. Também é constante a aparição de Deus sobre o trono, como se ele não saísse dele, dando a impressão que ele está sempre lá, acima de tudo e de todos, imutável, soberano – assim como as serras e cordilheiras que abordei anteriormente. Isso também se faz presente no já citado capítulo 12. Quando houve a guerra nos céus, não é Deus que lidera seus anjos na batalha mas sim Miguel, um anjo superior. Deus se mantém acima disso.

Tente imaginar agora se Deus vê o tempo na mesma forma que nós. Acho que não!

Partindo desses exemplos, Deus consegue sim ver toda a História do universo de uma vez e isso se mostra pela sua onisciência – saber tudo implica em conhecer tudo, que implica em ter tido contato com tudo. Como diz a música do grupo musical preto no branco Ninguém explica Deus. Isso está além de nossa compreensão humana. O que talvez daria resultado ao problema que originou todo esse texto infindável só se mostrou em uma obra de ficção cinematográfica chamada A chegada onde a protagonista consegue ter essa “visão divina”, simultânea em relação ao tempo. Mas temos alternativas similares.

Fomos presenteados com uma parcela desse dom. Como retratado em Gênesis, “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” e existem aqueles que acreditam que temos um pouco de Deus dentro de nós. Neste próprio texto foi descrita uma capacidade humana que se aproxima dessa “visão divina”: a imaginação.

A imaginação é uma ferramenta do intelecto humano que nos permite criar imagens de coisas concretas em nossa mente. Mais ainda, também podemos criar coisas que não são concretas: são os sonhos e objetivos. É através dela que podemos ter essa sensação do eterno. O próprio exemplo do círculo é fruto da imaginação que visa alcançar o perfeito: é pura abstração. Uma imaginação cautelosa, aquela que trabalha a partir de sua memória e ciente da norma atual, é o máximo que podemos chegar dessa capacidade divina de ver o tempo como um todo. O sonho, o objetivo, não pode ser a razão de uma pura e simplesmente, ele deve ser o resultado do processo que com a imaginação educada consegue ver onde cada ação tomada vai chegar. Uma visão de todo o tempo a partir de nossa pontual existência. Equilíbrio de nossa parte é ao que podemos aspirar.

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