Motivos para ser Feminina e não Feminista
Feminina e não Feminista

5 Motivos para ser Feminina e não Feminista.

Introdução

“Como assim você quer que eu lhe dê 5 motivos para ser feminina e não feminista?” – Como sempre faz, ela chegou em casa contando as “tretas” que tomaram conta da aula. E, dessa vez, no debate proposto, alguns deveriam defender o pensamento feminista e outros se opor a ele. Que situação! Ninguém queria ficar na oposição, afinal, quem quer dar uma de antiquado e de machista na frente da galera?

Mas o desafio estava lançado. Dá para imaginar a dificuldade que aquela jovem, em pleno século XXI, teria para listar os tais 5 motivos que justificassem sua estupidez em não se engajar na luta pela causa feminista? Como seria possível ir contra tudo e contra todos que a cercam nas baladas, nas séries e nos twitters da vida?

Então, lá foi ela pedir socorro para aquela que parecia ser a única que poderia lhe entender, àquela mulher ativa, trabalhadora, decidida e que estava encarando o seu segundo turno, a pia do jantar, depois de um dia de trabalho. – “Mãe, pel’amor, me fala 5 motivos para ser feminina e não feminista!”. Após uma breve pausa, sua mãe viu ali uma oportunidade para esclarecer algumas coisas e passou a listar:

 

1º Motivo Para Ser Feminina e Não Feminista. 

Por entender a questão da igualdade.

Sabe, minha filha, a igualdade é uma bandeira feminista. Porém, na tentativa de levar à compreensão de que todos possuímos o mesmo valor, honra e dignidade, independentemente da idade, da raça, nacionalidade, condição socioeconômica ou do sexo a que pertencemos, os adeptos do movimento feminista usam a espada da diferença. E com ela ferem os que não pensam como eles.

Se todos somos iguais e temos o mesmo valor, por que tratar de forma diferente? Por que menosprezar os que não concordam com os ideais do movimento? O discurso feminista afirma buscar a igualdade entre os sexos, mas, na prática, o que vemos é a tentativa de implementar  a superioridade feminina, através de leis que privilegiam a condição de se ter nascido mulher em detrimento da condição do homem.

 

2º Para Ser Feminina e Não Feminista.

 Por entender que há diferenças

A diversidade existente entre os seres vivos é notória, cada espécie possui suas peculiaridades e distinções. Eu e você não estamos fora desta condição. Ninguém é igual a ninguém, cada ser humano possui uma estrutura biológica, de acordo com seu sexo natural, e características particulares à sua raça, além de uma estrutura física e emocional que o distingue dos demais.

Não obstante sermos iguais em essência, essas inegáveis diferenças dão cor a vida e ritmo aos relacionamentos. Ao exercerem funções compatíveis com suas características biológicas, com suas habilidades físicas e, até mesmo, com suas estruturas emocionais, homens e mulheres podem atuar em várias áreas, de forma complementar¹, sem que para isso precisem entrar em uma guerra pelo empoderando do território do suposto inimigo.

 

3º Para Ser Feminina e Não Feminista.

Por entender que quando um não quer, dois não brigam.

O movimento feminista estampa o cenário da batalha: de um lado, os machos que, segundo elas, saíram à frente dando suas porradas. Do outro, o remanescente de uma espécie quase extinta pela brutalidade masculina, as feminazis. Mas, se é verdade que há homens que tentam se impor através da força bruta e da repressão, por outro lado, há mulheres manipuladoras e impiedosas. Quem disse que temos de participar desse circo?

Precisamos compreender que o cerne do problema não está no fato de ser macho ou fêmea, mas na espécie humana em si. Isto é, a real batalha não é entre os sexos, mas entre sujeitos. A busca pelo poder é inerente ao ser humano. Compreender isso nos possibilita estabelecer diálogos inteligíveis, a fim de chegar a um consenso para um viver harmônico; mesmo porque, homens e mulheres convivem em sociedade e precisam um do outro.

 

4º Para Ser Feminina e Não Feminista.

Por não ser Maria vai com as ondas.

Parafraseando a canção, a história do movimento feminista “vem em ondas, num indo e vindo infinito, onde tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo, muda o tempo todo.”² Com isso quero dizer que ou as querelas feministas são inatingíveis ou o feminismo nunca teve alvos claros e, por isso, eles precisam ser restabelecidos a cada nova onda.

Quem está disposto a entrar em uma guerra infinita? Não somos personagens de HQs! Em nosso universo, para não virar massa de manobra, precisamos conhecer a história como  aconteceu de fato.³ Numa breve pesquisa sobre os ícones do movimento feministas, como Simone de Beauvoir, talvez você descubra, como a influencer Giovanna Ferrarez descobriu, que a história, de fato, é outra; e então, você não vai se deixar levar por essa onda.

 

5º Motivo Para Ser Feminina e Não Feminista.

Por orgulhar-me em ser mulher.

Vivemos uma época de desequilíbrios, na qual o desejo pela satisfação dos sentidos escravizou o ser e subjugou a racionalidade. A subjetividade foi coroada a rainha de uma geração relativista. Nada é como se vê, tudo depende do que se sente, tudo vale para que o eu se sinta. E, se o eu não se sente, o vitimismo entra em cena, levando o indivíduo a buscar a satisfação pessoal a todo custo.

Entretanto, sem dar ouvidos à pressão para não me alegrar em ser quem sou, assumo a realidade de eu possuir características específicas que me fazem diferente dos homens – e isso não é culpa deles! E, em oposição a uma cultura que deseja me impor quem eu deva ser, ciente de que não posso controlar o incontrolável fato de eu ter nascido quem sou, orgulho-me na beleza da minha feminilidade, orgulho-me em ter nascido mulher.

 

Conclusão

Eis aí, minha filha, os 5 motivos para ser feminina e não feminista: entendo que somos iguais em essência, porém possuímos características funcionais diferentes dos homens. Portanto, ainda que haja os extremos de ambos os lados, não precisamos entrar em uma batalha, podemos trabalhar harmonia, sem nos deixar levar por falácias ideológicas que tentam nos desconstruir. Nascemos com a graciosidade e a feminilidade que nos tornam as mulheres que somos e devemos nos orgulhar disso.

 

 

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  1. https://www.a12.com/redacaoa12/santo-padre/homem-e-mulher-possuem-a-mesma-natureza-e-sao-complementares-diz-papa-na-catequeseo que é complementaridade – https://www.youtube.com/watch?v=2Xu9ReRq4AY
  2. Musica e letra Lulu Santos e Nelson Motta – como uma onda no mar´- https://www.letras.mus.br/lulu-santos/47132/
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As posições expressas em artigos por nossos colunistas, revelam, a priori, as suas próprias crenças e opiniões; e não necessariamente as opiniões e crenças do Burke Instituto Conservador. Para conhecer as nossas opiniões se atente aos editoriais e vídeos institucionais

Laise Helena Oliveira

Laise Helena Oliveira

Laise Oliveira é casada com Pr. Alexandre Oliveira, mãe de três filhas. Formada em Teologia e Pedagogia, atua como coordenadora do Curso Fiel de Liderança, do Ministério Fiel. Tendo atuado como uma das responsáveis pelo ensino de adolescentes, juniores e de mulheres da Igreja Batista da Graça em São José dos Campos SP.

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