A violência é moralmente neutra, o problema é a violência revolucionária

Imagem: Reprodução

O lamentável caso de terrorismo assassino na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, contra crianças indefesas (sem adultos armados para as proteger), no dia de ontem (13 de março de 2019), ensejou toda a sorte de comentários ideológicos e ilógicos, pautados, conscientemente ou inconscientemente, por agendas internacionais inimigas da Civilização. As vozes despreparadas na sociedade culpabilizam, equivocadamente, a antropologia humana e objetos inanimados, como respectivamente a violência e o armamento, pela delinquência desumana que deixa rastro de sangue no espaço-tempo. Como sempre ocorre em casos de tragédia, a extrema imprensa e vozes de destaque na opinião pública tentam “emplacar” alguma narrativa para obtenção de objetivos políticos, a serem consagrados pelo Ativismo Judicial e Leis Antinaturais.

Os autores dos assassinatos, em massacre terrorista, não foram a besta (balestra), a machadinha, o arco e flecha, ou até mesmo a demonizada arma de fogo – revólver calibre 38 ILEGAL (pelo visto, o Estatuto do Desarmamento não desarmou os delinquentes!) –, mas dois jovens de carne e osso, mas com zero empatia e amor ao próximo, Guilherme Taucci Monteiro, com 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, com 25 anos, – doravante e para todo o sempre: os assassinos de Suzano –, mentalmente perturbados pelo Movimento Revolucionário (conceito criado pelo professor e Filósofo Olavo de Carvalho para caracterizar um processo interdisciplinar com unidade estrutural ao longo dos últimos séculos, embora apresente divergências doutrinárias entre suas inúmeras correntes internas – https://www.youtube.com/watch?v=oQgZ9WuZR-k).

O objetivo do presente artigo não é o de aprofundar a análise no acontecimento criminoso em si e repetir aquilo que já é noticiado na mídia (após se filtrar o que é fato daquilo que são induções ideológicas, tarefa cada vez mais árdua), mas o de, partindo de assuntos marcantes do dia a dia, poder transcender as agruras do cotidiano e desvendar raciocínios equivocados, que são constantes no inconsciente coletivo nacional; para, dessa forma, trazer subsídios àqueles leitores que já estão fartos de chavões midiáticos e ambicionam compreender melhor a origem e a estrutura de certas ideias, inclusive para outros assuntos, em uma análise macro: Filosófica.

Contudo, tendo em vista a insensatez com que os ocupantes de espaço na opinião pública propagam mentiras e besteiras, sinto-me no dever de, inicialmente, relembrar o óbvio: caso algum adulto responsável estivesse armado na escola, o massacre teria sido evitado e vidas de crianças e jovens indefesos teriam sido salvas.

Dessa forma, começamos a adentrar no tema deste artigo. Quais foram as causas que provavelmente influenciaram no massacre terrorista de crianças em Suzano? A culpa seria da “violência”, esse ente abstrato? A culpa seria das armas, entes inanimados? A culpa seria do gênero musical metal (heavy metal), tendo em vista que o assassino mais novo, em seu Facebook, demonstrava apreço por bandas de new metal? Ou seria culpa de “jogos violentos”, conforme o Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou à imprensa que “os jovens estão muito viciados em videogames violentos”, já que o assassino mais novo também tinha apreço por games de violência explícita e imoral?

Conforme comentário de amigo, o qual terá seu nome preservado, em transcrição livre: “Os assassinos de Suzano foram motivados por uma indústria gigantesca que tem como meta vender algo aos jovens que seja intenso e que choque seus ‘pais conservadores’. O ‘esquerdismo’ fez a cabeça dos terroristas juvenis através de símbolos da cultura revolucionária de massas. Não precisaram ler um livro sequer e saíram gerando o caos revolucionário contra o sistema moralista opressor…”.

Continuou: “A esquerda cultural age dessa forma. Lembram das pinturas satanistas? O grafiteiro que pintou Cristo decapitado no Instituto Goethe tinha como referência Hakim Bey, que prega o caos (inclusive com crimes) disfarçado de arte, porque choca a moral e causa uma desordem que pode desmoronar o sistema. O jovem fez o massacre não com disfarce de arte, mas com roupagem de missão de videogame. Do caos, os revolucionários acreditam que vem uma nova ordem. Isso está na esquerda desde antes de Karl Marx, e é a essência também do esoterismo oriental e do satanismo…”.

Pois bem, aproveito o ensejo para ressaltar o seguinte fato: símbolos culturais revolucionários são subversores da juventude. Por outro lado, não endosso as tentativas de relacionar as armas, a violência e até mesmo o vasto e eclético gênero musical do metal com o problema. A leitura mais assertiva sobre as prováveis motivações do massacre configura-se no sentido de se tratar de uma questão simbólica, decorrente de certas bandas e jogos que influenciam nos valores e na conduta humanos, bem como corrompem o imaginário.

Diego Eduardo Silva, nas redes sociais, expôs o seguinte: “No caderno de um dos assassinos do atentado em Suzano havia uma citação do livro A Bíblia Satânica, escrito pelo satanista Anton LaVey em 1969; havia um desenho que muito se assemelha a Slenderman – personagem também ligado ao satanismo, que já inspirou atentado semelhante nos EUA -; o garoto participava de um fórum digital tipicamente satanista de onde extraía orientações para a execução do atentado. Mas pode ter certeza que o super sistema brasileiro de investigações não vai falar absolutamente nada sobre satanismo, e é bem possível que divulgue como motivação do atentado alguma briga passada com um coleguinha na escola.”.

Afirmo o óbvio, em nome da sanidade geral: arma é neutra; gênero musical e jogo violento também. O que fará diferença em relação a tais formas será o conteúdo moral internalizado por quem portar uma arma e por aqueles que absorverem elementos violentos como jogos e música. Por isso que estatistas querem banir armas e jogos violentos… Os positivistas e demais controlistas desejam uma sociedade efeminada e fraca, onde possam controlar a massa desarmada e desvirilizada, transformada em gado.

Assim como uma banda de metal pode me insuflar certa violência que será bem canalizada em atividades físicas, trabalho, estudo, atividades de lazer e combate saudável (em esportes como boxe, judô, karatê e jiu-jítsu), um jogo violento em que existe a luta contra o mal pode me trazer bons valores e não vai me tornar um psicopata assassino. Novamente, a questão é de subversão do imaginário com símbolos doentios e as consequentes sequelas mentais e psicológicas. Como ensina o Professor Olavo de Carvalho: a guerra é cultural!

Em suma, violência é moralmente neutra; o problema é a violência revolucionária, insana, patológica, desordenada, desajuizada, caótica e demoníaca. O que determinará se a violência tomará figura positiva (utilizada para o bem) ou negativa (utilizada para o mal) serão: o legado Civilizacional, a tradição, a cultura, os valores morais, a mitologia, a alta literatura, os costumes, a Religião e a imaginação moral.

As posições expressas em artigos por nossos colunistas, revelam, a priori, as suas próprias crenças e opiniões; e não necessariamente as opiniões e crenças do Burke Instituto Conservador. Para conhecer as nossas opiniões se atente aos editoriais e vídeos institucionais

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