Abusando do bom senso do brasileiro, deputados aprovam lei do “Abuso de autoridade”

Todos nós já compreendemos que fomos vítimas, testemunhas oculares e até cúmplices  do maior escândalo de corrupção do universo e o mundo todo nos reconhece como corruptos.

Sabedores dessa desgraça pessoal, podemos também entender que não será fácil nos livrarmos dos agentes e instituições corrompidas, inclusive, aqui eu faço um adendo – Quando um novo governo assume o país corrompido e não encontra em seu quadro de funcionários pessoas leais e confiáveis, ele tenta mudar as peças e colocar nomes bem próximos em cargos estratégicos e nós dizemos o que? “Isso é nepotismo! Não pode nomear o filho”, ou então, “Credo, vai nomear mais um militar?” Árdua tarefa do novo governo de contar com cargos de confiança e ao mesmo tempo agradar a massa crítica que despertou seu senso moral que estava adormecido há décadas.

Dito isso, sigo o raciocínio sobre o motivo do texto: A aprovação da lei do abuso da autoridade. Existem 2 textos sobre o tema:

Um deles está junto com as 10 medidas contra a corrupção e o outro é de autoria de ninguém mais, ninguém menos do que Renan Calheiros!

(Risos…) Requião também assina o texto, mas todo mundo sabe que todo mundo sabe que é Renan quem escreveu. Ps: parei de rir e agora estou chorando.

O texto das 10 medidas focava mais em juízes e procuradores, já o texto do Renan, aprovado ontem, envolve abusos de qualquer autoridade, inclusive o policial da esquina que deverá pensar duas vezes antes de puxar aquela coisa que eles usam para prender quem te assaltou, como é o nome daquilo?

– A arma?

– Nãooo… A algema! A arma o coitado já tinha até vergonha de carregar, agora ele será questionado até se usar a algema! Acho melhor pararem de ligar para a PM quando forem assaltados e tentarem abordar o bandido num âmbito mais paz e amor, sei lá, convidem para um café e tente convencer o assaltante a se entregar voluntariamente à prisão.

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Entre nosso corpo docente estão presentes nomes como Bernardo Küster, Miguel Nagib, Ludmila Lins, Diego Pessi e Leonardo Giardin.

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Mas e agora? Está feito! Texto aprovado e de forma simbólica, olha que sacanagem, tinha deputados suficientes na casa para fazer a votação nominal, mas Rodrigo Maia fez a “Kátia cega” e declarou votação simbólica, assim não sabemos quem votou contra ou a favor. Mas o que pode acontecer agora?

Bem, vou mexer num vespeiro ao dar minha opinião, mas não vou fugir do desafio, é para isso que eu me tornei uma polemista…

É mais fácil agora Bolsonaro vetar alguns parágrafos que não limitem (o já limitado) poder de polícia, ele deve vetar apenas trechos e não a matéria inteira, porque há coisas lá que nos interessam enquanto sociedade civil. Porém, vejo a decisão mais nas mãos de Sérgio Moro, que enquanto escrevo esse texto deve estar debruçado sobre a cópia da lei aprovada ontem, do que do próprio presidente Bolsonaro e vou além…

Se houver alguma pressão política (que a gente sabe que há muita) em cima de Bolsonaro para que ele faça acordos com o centrão/oposição para governar em paz, saberemos agora, afinal,  Sérgio Moro indicará quais os parágrafos devem ser vetados e caberá ao presidente escolher se fica do lado do juiz ou dos bandidos.

A bancada da bala já se movimentou e cobrou de Maia um posicionamento sobre alguns parágrafos, este já declarou que caso Bolsonaro vete trechos como o uso indevido das algemas, ele se comprometerá de defender o veto para que o congresso não derrube, tem como não amar um homem bonzinho desses?

Assim como Rodrigo Maia se autodeclarou pai da reforma da previdência, ele também será o salvador da Lei do Abuso de Autoridade. Acostumem-se, o vaidoso Rodrigo tem auto estima baixa e fará esse tipo de intervenção sempre que possível para ser lembrado neste capítulo da história onde só temos olhos para Bolsonaro, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e Lula.

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Raquel Brugnera

Raquel Brugnera

Escritora e articulista política, pedagoga, pós-graduando em Estratégia Política e Marketing Eleitoral.

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