Socialismo, nazismo e outras mazelas

Pois nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia. (Marcos 4:22)

No decorrer do curso da historia, a humanidade presenciou os crimes mais hediondos e atrozes, como também as atitudes mais inspiradoras e transformadoras. O simples ato de silenciar-nos e observarmos o mundo costuma ser uma das mais enriquecedoras e edificantes experiências, pois vemos nos outros os vícios e nobreza que também habitam em nós, possibilitando as mais profundas reflexões.

De fato, tenho refletido muito diante desta ditadura, digo, quarentena. Alguns males parecem haver ficado tão claros, enquanto outros mudam as vestes e o discurso, enganando e adoecendo a alma e mente dos incautos.

O nazismo como sistema politico totalitário fica em ruinas depois da queda da SS Nazista, a derrota na segunda guerra mundial e do suicídio de seu maior porta-voz, Hitler. Hoje, não vemos como alguém poderia portar uma camisa exaltando o nazismo ou seus algozes, sem provocar repulsa, melancolia e ódio em qualquer olhar que visse tal atípica cena.

Claro, que houve e ainda há certos intelectuais, infectados por essa ideologia, que negam o holocausto e enaltecem certas características do Nazismo e mesmo nomes importantes da SS Nazista. Estes não são, nem de longe, relevantes embora provoquem desconforto e melancolia em qualquer estudioso sério. Ver um homem inteligente como o escritor britânico David Irving, acreditar que não houve Holocausto, pois Hitler não o teria permitido é, no mínimo, desalentador.

O imaginário popular ocidental repudia o nazismo enquanto abraça e flerta com o socialismo, outra ideologia que, independente de onde foi implantada, levou morte, totalitarismo, ódio e desespero a milhões de pessoas. Rejeitar o nazismo e acolher o socialismo é como atacar um assassino em série frio e calculista ao mesmo tempo em que se defende um genocida.

Kevin D. Williamson afirma, no livro Politicamente Incorreto da Esquerda e do Socialismo, que: “Uma variação desse tema é o argumento que diz: “O socialismo é ótimo na teoria, mas não funciona na prática.” O socialismo é ótimo na teoria? Se é tão bom assim, por que seus resultados são sempre uma decepção? Na realidade, a teoria por trás do socialismo é bastante falha: é intelectualmente limitada, desumana e altamente irracional, fracassando em reconhecer como funciona o conhecimento numa sociedade. O socialismo teórico é tão ruim quanto aquele aplicado na prática, desde o momento em que se compreende sua teoria e se deixa de confundi-lo com o impulso natural e humano de fazer caridade.” ( grifo nosso)

A destruição que o socialismo provocou e ainda provoca na humanidade é sem precedentes na historia humana. Falamos de um verdadeiro câncer que corrói a mente, a alma e o corpo. Segundo Stephane Courtois ,em O Livro Negro do Comunismo: “ (…) podemos estabelecer os números de um primeiro balanço que pretende ser somente uma aproximação mínima e que necessitaria ainda de uma maior precisão, mas que, de acordo com estimativas pessoais, dá uma dimensão da grandeza e permite sentir a gravidade do assunto: “URSS, 20 milhões de mortos, China, 65 milhões de mortos, Vietnã, l milhão de mortos, Coreia do Norte, 2 milhões de mortos, Camboja, 2 milhões de mortos, Leste Europeu, l milhão de mortos,-América Latina, 150.000 mortos, África, l ,7 milhão de mortos,-Afeganistão, 1,5 milhão de mortos, Movimento comunista internacional e partidos comunistas fora do poder, uma dezena de milhões de mortos. O total se aproxima da faixa dos cem milhões de mortos.” O mesmo mundo que parou por causa do vírus chinês , embora esse tenha uma letalidade abismalmente menor que o socialismo, não parou para compreender e achar meios de deter a contaminação do vírus marxista.

Em meio a tudo isso, vejo uma “direita” pomposa, frouxa e afetada, que do alto de sua sabedoria, com terninho bem engomado e discurso apaziguador, se une a esquerda, os propagadores e justificadores do socialismo, para retirar do poder o presidente Jair Messias Bolsonaro. São os novos arautos da velha politica, que diante das velhas raposas, se tornaram seus aprendizes e leais súditos. Entregaremos nas mãos deles nosso futuro? Nos curvaremos diante de totalitaristas? Ficaremos calados diante de canalhas?

Como diria Confúcio:

“Os erros de um homem são condizentes ao tipo de pessoa que ele é. Observe os erros e você conhecerá o homem”.

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As posições expressas em artigos por nossos colunistas, revelam, a priori, as suas próprias crenças e opiniões; e não necessariamente as opiniões e crenças do Burke Instituto Conservador. Para conhecer as nossas opiniões se atente aos editoriais e vídeos institucionais

Carlos Alberto Chaves P. Junior

Carlos Alberto Chaves P. Junior

Graduado pela Universidade Federal de Pernambuco ( UFPE) em letras desde o ano de 2008.

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