Entre destros e canhotos loucos

Reclamar da polarização e dos extremos políticos, sem parecer leviano é uma tarefa difícil e ninguém quer o título de “isentão” – não em sã consciência!

E não é porque hoje a figura do isento é vista como uma assistente de palco do Geraldo Alckmin, ou, como apoiador do centrão; nada disso… Morar em cima do muro nunca foi bem visto em tempo algum: “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito“, Apocalipse, Capítulo III, Versículo 16.

Porém, fazer uma análise política sem considerar que os radicalismos de destros e canhotos estão beirando almas siamesas, não deveria ser visto como neutralidade, muito pelo contrário! Têm muita coragem aqueles que percebem os exageros e buscam o equilíbrio. Desagradar gregos e troianos e mesmo assim passar longe de ser água morna, é um desafio e tanto!

Lógico que houve toda uma estrutura – ora programada, ora orgânica – que nos trouxe até este ponto de divisão por grupos, por siglas, por gênero, por cor, por raça, por classe, etc… Nós não estamos debatendo formas de fugir dos extremismos porque nos organizamos livremente desta forma enquanto sociedade. Todos nós saberíamos identificar onde foi que agimos por algum tipo de emoção (boa ou ruim, moral ou imoral) que nos afastou de algumas pessoas, assim como, saberíamos identificar os momentos em que fomos forçados a nos repelir, porque uma força moral nos fez pensar que era o melhor a fazer.

Afinal, o que nos faz repelir uns aos outros? Até a arte e o esporte que eram capazes de nos fazer deixar as diferenças de lado, hoje não mais cumprem este papel; ouso dizer que a arte e o esporte estão servindo como canais de encorajamento das diferenças e os exageros montaram campanha por lá também. Não há mais área neutra!

Mas o que essa reorganização de espaços representa? PODER!

Vejam bem, o que acontece quando um radical de esquerda, cheio de ódio da polícia, de professores, dos pais, dos patrões (ou de qualquer coisa que represente a hierarquia), lidera um movimento social, artístico ou cultural, e ocupa o cargo de mediador de conflitos entre os polos? Ele encontra eco no outro canto da sala, adivinha de quem? Da ala radical da direita, que mal chegaram ao poder e já estão exaustos de jogar o jogo democrático, que é pautado na negociação e nas trocas de poderes.

Não chegaremos ao consenso porque ele não interessa para ninguém, afinal, as cabeças partidarizadas dos movimentos se escondem atrás dos motivos mais nobres que existem, igualdade, liberdade, garantias individuais, sobrevivência, respeito, etc… Mas as ações incentivadas pelos organizadores dos grupos, passam longe dos objetivos a serem conquistados.

Para os líderes, quanto maior a antipatia da sociedade com determinado grupo, maior a necessidade de ter um movimento que reúna os excluídos. Usando esta lógica marxista estes líderes serão os próximos vereadores e deputados e assim se perpetua a CAUSA em nome da CONSEQUÊNCIA, ou seja, a opressão precisa existir para que se justifiquem os grupos organizados que cuidam dos oprimidos. E os oprimidos votam!

Se eu pudesse realizar um desejo cívico, eu pediria PAZ & CIÊNCIA…

Paz para quem é de esquerda. Ciência para quem é de direita. Paciência!

Um pouquinho dela e já teríamos identificado quem são os nossos verdadeiros inimigos.

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Raquel Brugnera

Raquel Brugnera

Escritora e articulista política, pedagoga, pós-graduando em Estratégia Política e Marketing Eleitoral.

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