Família: a manjedoura da humanidade

Foto: Reprodução

Em uma família estruturada, onde o marido ama unilateralmente sua esposa e mostra esse amor respeitoso, intenso e belo na frente de sua prole, uma família assim constituída raramente formará homens parvos que mais tarde tratarão as demais mulheres com escárnio ou como sendo meras tralhas. Afinal, se o exemplo que o pai oferece aos filhos é o esmero e o cuidado respeitoso que ele próprio oferta à mãe deles, não há motivo de caráter familiar para que essas crianças posteriormente venham tratar as demais mulheres de maneira indigna. Nenhuma criança tratará a amiguinha ou irmã com inferioridade se ver em casa o seu pai tratando a sua mãe como rainha.

Por isso o papel ímpar e irrevogável da família na sociedade; é a família a primeira escola, a primeira Igreja, o primeiro purgatório e o primeiro céu. A família é anterior ao Estado e, como tal, será ela que ditará como se portará a sociedade e por qual mentalidade mais tarde o Estado será gerido; por uma mentalidade materialista e utilitarista, ou por uma de valores éticos e respeito a limites.

 

Onde nascem os machistas:

Não é a família patriarcal a geradora de machistas e preconceituosos, — como histericamente se apregoa sob a égide dos dogmas feministas —; mas sim os vícios, desconsertos e desamores entre os progenitores que mais tarde gerarão filhos mentalmente desconexos de limites e valores. Esses, por sua vez, inevitavelmente gerarão na sociedade a concepção de que a doença (a imprudência e a soberba egocêntrica) é, na verdade, a “normalidade”. Não é a família o mal; o mal jaz exatamente na ausência real de uma família.

Nenhuma militância extremada conseguiu converter sequer um machista até hoje; digo isso, pois, tratar as mulheres como inferiores e objetos de prazeres diminutos descende, antes de qualquer infecção social doentia, do tronco medular do caráter moral dos indivíduos. Ora, o local onde o caráter de uma pessoa é primordialmente forjada não é em outro lugar a não ser na família.

Nela as principais matérias ensinada são: moral e os bons costumes; matérias essas que não são — e nem devem ser — dever do Estado transmitir aos cidadãos. Não afirmo, porém, que não haja indivíduos honrados que não tenham tido uma família estruturada, muito menos que não haja indivíduos que tiveram ótimos exemplos e posteriormente se corromperam na mentalidade vadia e estragada de nossa era; digo apenas que é a família o primeiro local em que uma pessoa aprende o que é certo e errado, bom e ruim, moral e imoral. Tendo os indivíduos uma reta e firme estrutura de exemplos e ensinamentos morais, não há motivo para que tais homens se tornem machistas; se posteriormente se tornam, fazem-no por caminhos diversos e motivações diversas que não podem ser imputadas às famílias sem incorrer antes em falácias e histerias tolas.

 

O primeiro pilar e seus inimigos confessos:

Se tiramos a família do posto de primeira educadora, colocaremos quem? A rua? Estado? Mídia? O traficante? Os professores comprometidos com partidos, ideologias e militâncias que os tornam pastores de agremiações políticas?

Não à toa atacam a família dia e noite, não à toa o feminismo radical — advindo do tronco do marxismo teórico de Max Horkheimer e demais da Escola de Frankfurt — , atacaram frontalmente a família dando a ela o status de inimiga oficial das mulheres. Como exemplo deixamos algumas citações de feministas famosas e até hoje veneradas:

Shulamith Firestone é uma das feministas pioneiras no ataque à família; até hoje é uma das mais referenciadas pelas militantes:

“Assim, libertar as mulheres de sua biologia significaria ameaçar a unidade social, que está organizada em torno da reprodução biológica e da sujeição das mulheres ao seu destino biológico, a família. Nossa segunda exigência surgirá também como uma contestação básica à família, desta vez vista como uma unidade econômica” (FIRESTONE, 1970, p. 235. Grifos meus).

“Com isso atacamos a família numa frente dupla, contestando aquilo em torno de que ela está organizada: a reprodução das espécies pelas mulheres, e sua conseqüência [sic], a dependência física das mulheres e das crianças. Eliminar estas condições já seria suficiente para destruir a família, que produz a psicologia de poder, contudo, nós a destruiremos ainda mais” (FIRESTONE, 1970, p. 237. Grifos meus).

Simone de Beauvoir, a feminista mais celebrada e studada da história moderna:

“Em minha opinião, enquanto a família e o mito da família e o mito da maternidade e o instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a ser oprimidas.” (BEAUVOIR, 1975, p. 20. Tradução livre)

 

A manjedoura da humanidade:

Tentam transformar a família numa realidade amorfa feita de mil pedaços desconexos — mil teorias infundadas — que no final não formam absolutamente nada. Se não há família, pode-se ensinar tudo às crianças, até mesmo que é totalmente moral matar bebês nos ventres maternos, que elas não são homens e nem mulheres, mas sim um construto vazio de uma evolução sem sentido do acaso cego. Restando disso — o que outrora foi a manjedoura dos Homens honrados — tão somente indivíduos cujo os prazeres efêmeros e as lutas ideológicas acalentam suas vidas apequenadas e sem propósitos substanciais.

Em suma, não são as famílias que formam indivíduos incapazes de serem honrados com as mulheres, mas é justamente as ausências desse pilar primevo da sociedade que causa tal anomalia social! Quer investir numa reconstrução ética da sociedade, então apoie a família, berço da humanidade!

 

Referências:

FIRESTONE, Shulamith. A dialética do sexo: um estudo da revolução feminista. Rio de Janeiro: Labor do Brasil, 1976. Edição original: 1970.

Simone de Beauvoir, “Sex, Society and the Female Dilemma — A Dialogue between Simone de Beauvoir and Betty Friedan”, Saturday Review, 14.06.1975, p. 20.

Texto postado primeiramente em: Blog do Contra.

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