O Vírus Chinês

O leitor perdoar-me-á não somente esta mesóclise, mas, também peço perdão para o leitor que tem crise de urticária pelo fato de ouvir “vírus chinês”. Não, não usarei aqui todas as nomenclaturas. Prefiro respeitar a pátria progenitora do vírus: a China. 

No atual contexto onde as pessoas – por mais que não possam sair de casa –, aproveitam do tempo livre para compartilhar e empestear as plataformas de interação social com tudo quanto é notícia sendo a mesma verdadeira ou não, é preciso que encarnemos o espírito de um dedetizador, eliminando a praga das notícias nocivas. É isso que aqui ouso fazer num momento em que todo o país se tornou especialista em pandemias. Sem dúvidas, caro leitor, o país está intoxicado e infestado pelo barulho. Baixemos o som ao menos por um instante. 

A partir de agora peço ao leitor sensível que feche os seus límpidos olhos e saia imediatamente daqui, pois sim, a China é responsável pelo vírus e o Comunismo continua sendo algo mortal e sanguinário. 

Desde a semana que o deputado Eduardo Bolsonaro imputou corretamente a culpa da “pandemia” à China, iniciou-se uma troca de farpas entre aqueles que acham a verdade um absurdo – e preferem atacar a ditadura fascista imaginária brasileira a assumir a o calibre explicitamente genocida da ditadura comunista chinesa – e aqueles que não barganham a verdade em detrimento de qualquer forma de retaliações econômicas, afinal de contas, todo o risco contém sua parcela de risco calculado. 

Dia 14 de Janeiro de 2020, o Governo chinês enfatizou que o vírus não era transmitido entre humanos – tal informação também foi publicada pela OMS. Ainda no mesmo mês o médico chinês Li Wenliang foi o primeiro a alertar o público sobre o que estava ocorrendo e recebeu uma proporcional e coerente do governo chinês: prisão e morte. O próprio Xi Jinping assumiu saber do vírus e mesmo assim, só começou a agir através do Governo 16 dias após dizer que sabia da existência do vírus. A China é culpada, no mínimo, por omissão. 

Mas podemos considerar o tal vírus chinês como um ser que facilmente se sentaria no assento preferencial, pois ele não é tão novo quanto a mídia faz parecer – e nem a sua ameaça. Em um artigo publicado em 2007, com o envolvimento do Governo chinês, a revista de microbiologia clínica assumiu que “a presença de um enorme reservatório de vírus de SARS-COV em morcegos, junto com a cultura de comer animais exóticos no sul da China, é uma bomba relógio […]. A necessidade de preparação não deve ser ignorada”.

Ainda há quem diga que a China foi mais eficaz no combate ao vírus – algo que nem de longe é atestado de competência, posto que parabenizar a China pelo “combate” ao vírus como fez o ex-presidiário Lula, é fazer o mesmo que um perito criminal que não exercendo seu trabalho corretamente, elogia o assassino por limpar com maestria a mancha de sangue que sujou – por exemplo – o carpete. 

Num imprescindível documentário escrito Romain Franklin e Louise Muller, é evidenciado a intenção do PCC (Partido Comunista Chinês) de dominar o planeta (não leitor, isto não é uma hipérbole), bem como o uso do poder econômico para evitar crítica ao seu próprio regime: querem exportar influência e querem comprar, acima de tudo, o silêncio. O comunismo cria um mundo com uma linguagem própria.

Ao invés de preparar e conscientizar o povo, o Governo chinês estava mais preocupado em escravizar, abortar, matar e prender a população. 

Mas a omissão chinesa não agiu sozinha. Enquanto a China fazia o seu trabalho, o outro lado da moeda – a Rússia – inflamava o mundo, não através da vodka, mas sim de uma “campanha de notícias falsas”, conforme relatou o documento da União Europeia. 

O documento da UE ainda nos concede mais explicitamente a ação dos russos: “O objetivo principal da desinformação do Kremlin é agravar a crise da saúde pública nos países ocidentais, de acordo com a estratégia mais ampla do Kremlin de tentar subverter as sociedades europeias”. Pela ação da China e a indiscutível ação russa, vem às luzes – ou ao menos deveria vir – o bom e velho esquema comunista russo-chinês. 

Tudo isto culmina na frase de Xi Jinping: “Chegou a hora de a China liderar o Mundo”. O recorte atual mostra a atitude colonialista que o Governo chinês tem com o resto do mundo – menos com a Rússia; ao menos provisoriamente.  Para fins ilustrativos, comparemos: a situação atual do Ocidente é a mesma situação de uma mulher que está sendo estuprada com uma arma nas mãos, tendo a oportunidade de matar o estuprador. A mulher resiste em matar, tentando não tomar atitudes “drásticas” em relação ao estuprador, entretanto ele continua estuprando-a. Ou ela o mata, ou ela perpetuar-se-á como vítima. 

Assim é o Ocidente: por medo (leia-se covardia) não responsabiliza a China mesmo com todos os dados expostos. A arma está em nossas mãos, mas por medo de retaliações econômicas estamos sendo estuprados e colonizados. Tornando-se assim meros fornecedores de matéria-prima. 

Assim como a mulher, os países ocidentais querem uma conversa amigável; uma relação saudável e por isso sempre volta a se relacionar com o estuprador – partindo do pressuposto de que ele aceitou a proposta da tal conversa amigável, quando na verdade, ele quer mesmo é dominar e deflorar. A mão de Xi está sobre nós. 

Os dragões chineses estão a todo vapor espirrando e contaminado através do vírus todo o mundo. Numa espécie de quimera terceiro-mundista, o monstro mitológico chinês com cabeça de dragão com seu cuspe inflamado pela vodka russa, o corpo de um gafanhoto e com as asas de um morcego, conseguiu deixar o mundo em pânico e ao mesmo tempo em silenciar todas as ameaças por motivos comercias. É hora de pararmos de depender da boa vontade comunista. Comunista honesto, como bem nos diz o professor Olavo de Carvalho, é um quadrado redondo. 

Karl Marx escreveu: “Semeei dragões e colhi pulgas”. A China, numa inversão dialética, aplicou de tal forma: semeando o vírus e colhendo dragões ocidentais rendidos ao seu poder. 

Assim como Lênin dizia que a crise de 1905 foi um “ensaio geral” para o que viria a ocorrer em 1917, temo quando penso que, analogamente, a crise histérica derivada do vírus chinês seja apenas um respingo que precede um enorme tsunami da imposição do poder chinês que decide destino de povos e pessoas como quiser. 

O comunismo, se decide não matar por ação, assim o faz por omissão. A China não me deixa mentir. 

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As posições expressas em artigos por nossos colunistas, revelam, a priori, as suas próprias crenças e opiniões; e não necessariamente as opiniões e crenças do Burke Instituto Conservador. Para conhecer as nossas opiniões se atente aos editoriais e vídeos institucionais

Yuri Ruiz

Yuri Ruiz

Um jovem conservador, antifeminista, antimarxista e cristão.

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