Vivi para ver jornalistas criticando cortes de impostos

Vivi para ver jornalistas criticando cortes de impostos

Hoje, uma das hashtag mais utilizadas pelos brasileiros no Twitter, era: #AmoMuitoPagarPouco; hashtag impulsionada pelo Mc Donalds e que encontrou muitos adeptos em pouco tempo de utilização. Achei bem engraçado e icônico, afinal, no último final de semana, muitos críticos do governo atacaram a medida de Paulo Guedes que visa abaixar drasticamente os impostos sobre games e penduricalhos que envolvem esse mundo. A medida possui o claro intuito de provocar o aumento de vendas dessas mercadorias no país e o aquecimento do mercado nacional. A matéria vinculada pelo O Globo é um perfeito exemplo da crítica midiática à ação do governo: “País pode perder R$ 50 milhões com proposta de Bolsonaro de cortar impostos de videogames”; o Estadão, por sua vez, trouxe os números anuais com o mesmo teor pejorativo.

Bom, precisamos começar especificamente com a própria manchete do O Globo. “País” é um conceito e “Estado” é outro. Quem ganha com impostos não é o país, o país é um ente composto de indivíduos, idioma(s) oficial(is), culturas específicas e território determinado; Estado, por sua vez, se refere à máquina organizacional do país, o esqueleto que incorpora o mudus político e econômico que os cidadãos escolheram para o governo ― caso o país seja democrático, é claro. Quem “ganha” com os impostos, por fim, é a máquina estatal e não o país.

Sendo assim, o erro já começa com a primeira palavra do enunciado e continua com a matéria, não tanto pelo conteúdo propriamente dito pelo redator da Reuters, mas pela supressão do contraponto latente e autoevidente que tal matéria exige para ser um real trabalho jornalístico. O que define a “perda” ou “ganho” referente as mercadorias não são os valores dos tributos que recaem sobre elas (o Estado não produz nada), o que realmente importa é o volume de vendas de tais produtos.

Você pode taxar 2000% a mais do que hoje é taxado os videogames, todavia, se não há vendas desses produtos no mercado, logo o Estado também não arrecadará. No fim, são as vendas que geram rotatividade de capital, e não o volume de taxação.

Ora, caso o produto se torne mais barato, ele se torna também mais “comprável” frente à população; e, por consequência, arrecadará ainda mais, apesar dos tributos terem sido reduzidos no valor final da mercadoria. Mais impostos, com menos vendas, significa arrecadação menor; menos impostos, com mais vendas, significa maior arrecadação. Produtos mais baratos vendem mais, se vendem mais, geram mais lucros (e tributos), lucros geram mais empregos, mais empregos geram mais rotatividade de dinheiro no mercado, pois indivíduos empregados gastarão necessariamente mais, pessoas gastando mais fazem com que a economia se torne mais viva, a economia mais viva gera mais prosperidade social…

Nem vou citar que o Brasil é o segundo maior mercado de games do mundo. Deixemos isso para os analistas sérios que eu. Todavia, creio que entenderam a minha consternação inicial. No entanto, o que mais me assusta é a impressão quase certa de que os jornais estão deliberadamente a serviço do Estado e do status quo econômico que fez da nossa nação uma eterna massa insossa e irrisória frente as grandes potências mundiais. Historicamente isso soa tão absurdo quanto se apaixonar pelo seu estuprador; prefiro, então, manter a pureza da minha consciência e, por hora, apenas pensar que se trata de “conspiração conservadora” afirmar tais coisas. Aliás, desconhece-se outro caso desse desde a aurora da União Soviética e de seu Kominform. Jornais defendendo, endossando, adulando, ou que seja: apenas “jogando no ar” as benesses dos altos impostos… coisas assim você só encontra no Brasil, meu caro leitor.

Para mim tudo isto evidencia a ânsia totalmente desesperada e irracional que há nas redações brasileiras. Não se analisa mais os conteúdos e nem o ridículo que as militâncias jornalísticas estão tomando como totem. A impressão cada vez mais evidente é que não importa mais o que se escreve, a coesão do que se noticia, nem o próprio método jornalístico, mas tão somente o ativismo antigoverno. Me parece que, se Bolsonaro declarar ser contra o câncer, as redações de todo país, sem demora e nem vergonha, defenderão o tumor. O problema, como podem ver na imagem ao lado, não é o corte de impostos (isto, aliás, nunca será um problema para um país que sofre constantemente de estupros tributários), o problema é que foi o governo Bolsonaro quem fará o corte nos tributos; se fosse Lula, seria mais uma medalha de heroísmo ao “pai dos pobres”, mas como foi Bonoro: “critiquem-no a todo custo”.

Quando a reta visão crítica e o aspecto social das verdades noticiadas perdem o protagonismo para o puro ativismo ideológico, quem perde a liberdade são os indivíduos e a democracia. O jornalismo brasileiro virou uma grande CUT, com balões vermelhos soltos em forma de enunciados, gritos histéricos em forma de editoriais e queimadores de pneus em forma de notícias. Não à toa o descrédito popular frente às redações só aumenta, hoje o sarcasmo é comumente a primeira reação dos indivíduos mais safos frente às bancas de jornais e sites jornalísticos; e assim como um bêbado que de tanto beber se afogou em seu vômito, o ativismo político transvestido de jornalismo cobrará o seu preço, e, cedo ou tarde, tende a ser a própria militância a matar os seus militantes, assim como foi a própria revolução francesa que devorou os seus filhos franceses.

Os indivíduos amam muito pagar pouco, somente os jornais não entenderam isso; mas até aí, nada de anormal. Desde quando as grandes redações aparelhadas não refletem as verdades dos indivíduos ao invés de corporações e Estado?

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Pedro Henrique Alves

Pedro Henrique Alves

Filósofo, colunista do Instituto Liberal, colaborador do Jornal Gazeta do Povo, ensaísta e editor chefe do acervo de artigos do Burke Instituto Conservador.

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