Aprovar a reforma da previdência é obrigação, não um favor do congresso

A Reforma da Previdência é obrigação, não se trata de ser a favor ou contrário ao governo Bolsonaro, não se está discutindo preferências ideológicas ou tensionamentos retóricos aqui ou acolá, mas sim a própria saúde financeira de uma nação inteira. As bonanças, quando vêm, por vezes recaem sobre todos, mas uma desgraça econômica no nível colossal de uma previdência jurássica e devedora, com certeza afetará a todos. Principalmente os mais pobres.

Por mais que o tom ameno e conciliatório ― próprio das “jogatelas” políticas do congresso brasileiro ― estejam reinando perenes nesse instante, a verdade dos fatos é que a necessidade da reforma é indiscutível, pois é puramente lógica. E quando digo lógica, entenda-se: matemática. Toda e qualquer oposição à aprovação da Reforma Previdenciária, agora, se trata de puro antipatriotíssimo e traição. E não se trata de demonizar a oposição, pois os louros que provavelmente serão jogados aos favoráveis, no fundo, guardam tão somente os deveres daqueles que prezam pela obviedade.

É claro que temos que destacar o projeto enxuto e direto da equipe de Paulo Guedes; as conversas, um tanto quanto atabalhoadas, mas sinceras, entre Bolsonaro, Dias Toffili e Rodrigo Maia (DEM-RJ), reunindo num compromisso real os três poderes da nação; o trabalho de relatoria de Samuel Moreira (PSDB-SP) com as necessárias adequações (aí sim) articulatórias; e, por fim, o empenho verdadeiro ― ainda que claramente interesseiro ― de Rodrigo Maia nas conversas e tratativas com o centrão. É muito amadorismo político e torcida ideológica querer apontar somente o congresso ― vulgo Rodrigo Maia ― como o benfeitor do projeto e de sua aprovação; assim como dizer que somente Bolsonaro é o expoente da reforma.

Diante da realidade e dos constantes mostradores apontando para o pandemônio econômico, que inclui o não pagamento aposentadorias, não podemos deixar de aprovar a Reforma da Previdência. Não podemos dar-nos o “luxinho” de fazer bicos e estufar os peitos como se negar água a um sedento fosse pose de vitorioso e articulação de direitos.

Há muito adolescente político se achando o “maioral” porque está defendendo a dita reforma, querendo fazer de seu voto de hoje o múnus político para daqui a 4 anos. Não estão fazendo mais que a obrigação de vocês, caros parlamentares. O senso de dever deveria sobrepujar a sede de poder tipicamente política, a vangloria do ego, as poses no Instagram e os textões no Facebook, quando aproximadamente 80% da população pede pela a aprovação da Reforma, quando a lógica matemática aponta a sua extrema necessidade, quando a sua não-aprovação gerará aposentados sem benefícios assegurados, aí simplesmente não há argumento sensato que justifique o voto contrário. Torcer para o navio afundar, estando nele, é coisa de insensatos, e insensatos não deveriam ser políticos.

Se ninguém diz por medo de quebra de decoro editorial, se há jornais e veículos com medo de sujarem as mãos com a verdade, não seremos nós os acovardados que pouparão palavras para gritar o óbvio: aprovar a Reforma da Previdência é obrigação patriótica, e não luxo dos bonzinhos.

Ora, um pai que alimenta o filho não precisa se vangloriar no Instagram por tê-lo feito, é o mínimo que se espera de um pai; aprovar um projeto que salvará a economia do país é obrigação dos parlamentares, guardem as festas para a aprovação do projeto anticrime e da reforma tributária. Não estão fazendo favor algum a nós, pelo contrário, nós os pagamos para gastarem o melhor de vossas consciências e inteligências em prol da nação. Parabenizaremos sim a aprovação da reforma previdenciária, mas não adularemos os parlamentares votantes como sendo heróis; o pagamento do dever cumprido é uma consciência pacificada. E isso, para homens e mulheres de caráter, basta.

As posições expressas em artigos por nossos colunistas, revelam, a priori, as suas próprias crenças e opiniões; e não necessariamente as opiniões e crenças do Burke Instituto Conservador. Para conhecer as nossas opiniões se atente aos editoriais e vídeos institucionais

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